Eu gostaria que tivessemos nos encontrado em outra vida. Talvez pudessemos ser felizes para sempre nela. Mas não nessa vida. Nessa vida estavamos fadados a nos separar. Já começamos do jeito que termina. Não que ele acreditasse nisso. Ele é do tipo de homem que não se conforma. Não se resigna nunca, não torce o braço. Sofre até as ultimas consequencias. E eu era do tipo resignada, que aceitava meu "destino". Eu era do tipo que se resigna a qualquer impecilho? Não. Eu não era assim. E nao admito ser chamada assim. Eu lutei. Contra o mundo e contra minha consciencia. Até o momento em que minhas forças se foram e minhas esperanças se despedaçaram. Eu me resignei. No ultimo segundo, enquanto ele continuou lutando. Com a propria consciencia, pois não havia mais contra o que lutar. Eu já tinha ido embora, ele não precisava mais lutar, então ele viajou. Pegou a moto, a mochila, o capacete e foi embora para a estrada.
Eu? Eu fiquei lutando contra os meus proprios monstros. Contra ou a favor da minha consciencia? Os dois. Minha consciencia era um paradigma que nem eu mesma entendia. Nunca entendi. Mas nunca desisti de tentar decifrar seus desejos. E minha alma impulsiva tentanva fazer tudo o que minha consciencia mimada pensava.
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