domingo, 16 de janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Tarde...


Eu passei quatro anos sonhando com um anel... Bobeira de criança... Imaginando quando você diria que queria casar comigo... mas você queria "morar junto", sem anel, sem formalidade, sem romantismo. Coisa de adulto com a cabeça aberta... E os meus desejos, eram só sonhos de uma adolescente, eram só infantilidades, coisas que você não via a hora que eu "superasse". Tudo o que eu queria era que você aprendesse a me amar e que eu me sentisse amada. Eu sempre quis ter um anel com o seu nome no meu dedo... e quando eu desisti de tudo, quando eu já estava amargurada e chateada, quando eu estava com raiva, desiludida, sem mais esperanças, depois que eu joguei tudo pro alto e resolvi que não tinha concerto... Você aprendeu a me amar, do seu jeito, mas aprendeu. Mas eu não consegui me sentir amada, porque eu tenho essa mania de sempre achar defeitos, de nunca me sentir completa, se sempre arrumar motivos para sofrer, qualquer motivo é sofrimento. E eu não posso voltar atrás... eu não acredito mais eu nós dois... eu não consigo acreditar que possa ser diferente do que foi nos ultimos três anos. Quanto tempo vai durar até o próximo estouro? Até a próxima carta que você rasgar na minha cara? Até o próximo berro? Até a próxima porta batida? O próximo copo quebrado... Quanto tempo até a próxima vez que você brigar comigo porque eu to fazendo tudo errado? Porque eu prometi mudar e não mudei, pq eu não tentei o suficiente pra você? Porque eu não cresci o suficiente pra você? Quanto tempo até você explodir de novo e eu fugir de novo?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Alma impulsiva.

Eu gostaria que tivessemos nos encontrado em outra vida. Talvez pudessemos ser felizes para sempre nela. Mas não nessa vida. Nessa vida estavamos fadados a nos separar. Já começamos do jeito que termina. Não que ele acreditasse nisso. Ele é do tipo de homem que não se conforma. Não se resigna nunca, não torce o braço. Sofre até as ultimas consequencias. E eu era do tipo resignada, que aceitava meu "destino". Eu era do tipo que se resigna a qualquer impecilho? Não. Eu não era assim. E nao admito ser chamada assim. Eu lutei. Contra o mundo e contra minha consciencia. Até o momento em que minhas forças se foram e minhas esperanças se despedaçaram. Eu me resignei. No ultimo segundo, enquanto ele continuou lutando. Com a propria consciencia, pois não havia mais contra o que lutar. Eu já tinha ido embora, ele não precisava mais lutar, então ele viajou. Pegou a moto, a mochila, o capacete e foi embora para a estrada.
Eu? Eu fiquei lutando contra os meus proprios monstros. Contra ou a favor da minha consciencia? Os dois. Minha consciencia era um paradigma que nem eu mesma entendia. Nunca entendi. Mas nunca desisti de tentar decifrar seus desejos. E minha alma impulsiva tentanva fazer tudo o que minha consciencia mimada pensava.