segunda-feira, 19 de abril de 2010

Como é viver num mundo de noite perpétua?

Como é viver num mundo de noite perpétua?
Eu nunca vou descobrir os mistérios que existem na vida. Porque eu nunca vivi de verdade.
A cor? Cinza. Eu não sei bem como, porém, eu sei que é cinza. O mundo que eu vejo é decadente. O céu é escuro, mesmo por trás de eu lindo azul e um sol escaldante. É cinza. A cor que eu vejo é cinza.
As contruções são ruínas. Os grandes prédios que outrora recebiam milhoes de pessoas por dia, estão em ruínas. As ruas estão sujas. A noite parece ser eterna. O nascer de um novo dia, chega como salvação. Alivio para os corações deseperados. O medo de nao haver um próximo dia nos enlouquece. Nos persegue.
Nós, humanos, estamos a mercê dos monstros. Na mira da besta. Somos frágeis mas mãos dos vampiros. Como os animais um dia foram nas nossas mãos. Acho que estamos apenas recebendo o castigo de Deus por um dia termos dominado, torturado outros seres-vivos.
No grande auge da humanidade nós matávamos apenas por prazer. A grande era do hedonismo. Tudo pelo proprio prazer, por poder e dinheiro.
Do caçador viramos caça. Encontramos nossos próprios monstros hedonistas. Os nosso dias de glória se foram. E eu não sei se estou feliz ou triste por isso. Eu confesso que nunca gostei da forma escrota do homem pensar. Irracional. Acho que na verdade meu desejo foi sempre encontrar com um monstro desses e ser levada para a noite perpétua. Sempre desejei ser levada. Deve ser por isso que todas as noites lá estou eu. Passando por ruas desertas sentindo o vento frio congelando o meu rosto. Sempre a procura do meu salvador

domingo, 7 de fevereiro de 2010


As pessoas são coisas extraordinariamente estranhas. Observando a vida, a rua, olhando as pessoas passarem, eu fico abismada. É impressionante como a gente fica tão preso a nossa própria existencia, ao próprio sofrimento que a gente esquece de olhar a nossa volta. Cada ser humano que passa na nossa frente tem uma vida diferente, uma história diferente, uma dor e uma alegria diferentes. Isso é muito assustador.
Outro dia na savassi, chegou uma menina de uns oito ou nove anos perto de mim, vendendo chicletes, roupa furada, chinelo velho...
-moça, compra chiclete?
-to sem dinheiro...
-me dá uma pulseira?

eu parei... pensei... olhei pro meu braço. akelas pulseirinhas pretas que todo mundo usa. eu devia ter umas quinhentas. tirei uma do braço e dei pra ela. A menina sorriu agradeceu e foi embora.
A gente se acostuma tanto a ver pessoas na rua, pedindo dinheiro, sem casa, sem dinheiro, sem familia, sem nada. QUe a gente acaba achando que elas não tem alma também. A gente trata elas como se fossem animais, ou pior pq até dos animais na rua a gente tem pena. E das pessoas nao. A gente esquece que elas tem fome, que elas sentem frio, dor, que elas gostam de chocolate, de sorvete. Que elas tem gosto. Sao pessoas.
O mundo acostuma as pessoas a ficarem estagnadas no buraco onde nasceram. Faz as pessoas aceitarem a condiçao em que elas vivem, aceitando que existem ricos e pobres. e não precisava ser assim.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Medo

O medo é um sentimento que aprisiona, mata.
O medo impediu que eles lutassem, que eles continuassem.
O medo é como uma cela escura, como grades fortes e um feixo de luz ao fundo.
às vezes a luz é a única salvação, mas as grades impedem que se toque na luz.
O medo é um quarto escuro, um poço fundo, uma cova fria.
O medo destruiu o amor dos dois.
O medo os impediu de tentar novamente.
O medo destruiu a oportunidade de uma segunda chance.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

everything around me is darkness. and I'm alone

Palavras escritas ao vento... são exatamente o que minhas palavras são. Escritas ao vento. Inúteis. Eu tentei estar certa. Eu tentei . E ninguém pode falar que eu não dei o que eu podia. Ninguém conhece o tamanho da minha dor, do meu vazio. Só eu mesma. A vida pra mim parece muito dolorosa. Caminhar requer um esforço muito grande e isso me deixa exausta.
Eu estou exausta. Cansei desse mundo. Dessas pessoas futeis. Todo mundo tentando pisar na cabeça de todo mundo só pra conseguir alguma coisa na vida. Como se a gente precisasse pisar nos outros pra viver. Mentira!
Tudo ao meu redor é escuridão e eu estou sozinha. Eu acho que no final tinha que ser assim. No final eu sempre acabo sozinha. Dor. No final eu sempre estrago tudo com meus complexos. No final eu não consigo fingir que sou mulher, forte. Eu viro criança, chorando pelos cantos, com medo do bicho papão. Escondida debaixo dos cobertores, com medo da solidão vir me buscar. E no final, o medo sempre se torna real.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010


É estranho parar para pensar em como somos burros e sentimentalistas. Em como a vida está lá, bela e divina à nossa frente, e então trocamos os pés pelas mãos. Fingimos que somos espertos e tomamos a decisão errada, inspirados no momento. Mas não adianta viver como se fosse o ultimo dia das nossas vidas. Porque se esse é o ultimo dia, de que adianta lutar pelo futuro? De que adianta lutar pelo futuro se não haverá futuro?