
Ela via seus olhos brilhantes, como uma lua prateada, ora brilhavam verdes, mas na maioria do tempo eram uma mistura de verde com cinza, um verde claro, feito o mar.
Ele olhava para ela como se tudo fosse um sonho bom e ela correspondia com seus olhos castanhos, os olhos dela tinha varia linhas bem finas e verdes, e brilhavam. Mas, no meio do brilho dos olhos dela, havia um pouco de medo, medo de que por ser bom demais fosse mentira, isso a deixava assustada. Nâo ter o controle de seus sentimentos a assustava. Imaginava milhares de coisas que poderiam destruir aquele sonho. Às vezes, a noite, deitada na cama, ficava horas imaginando quando ele a deixaria, quando ele a abandonaria. Chorava, às vezes, imanginando que talvez ele pudesse odiá-la um dia.
Ele via a tristeza dela e se desesperava, sempre achando que não era bom o bastante para estar com ela. ELe não sabia o que dizer, quais atitudes tomar, tinha medo de decepciona-la, de ela o abandonar.
Eles sentiam a mesma coisa. Pensavam as mesmas coisas. Completavam-se. Entendiam-se. Mesmo no silencio ou na escuridão. Apenas um toque ou um olhar e eles sabiam tudo o que o outro queria dizer. Se conheciam a tão pouco tempo e se entendiam completamente. Como se houvesse passado seculos.
Mas, estavam cheios de medo. De complexos.
O medo é um sentimento que aprisiona, mata. O medo impediu que eles lutassem, que eles continuassem.
O medo é como uma cela escura, como grades fortes e um feixo de luz ao fundo. às vezes a luz é a única salvação, mas as grades impedem que se toque na luz.
O medo é um quarto escuro, um poço fundo, uma cova fria.
O medo destruiu o amor dos dois. O medo os impediu de tentar novamente. O medo destruiu a oportunidade de uma segunda chance.
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