quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Como é viver num mundo de noite perpétua?

Eu nunca vou descobrir os mistérios que existem na vida. Porque eu nunca vivi de verdade.
A cor? Cinza. Eu não sei bem como, porém, eu sei que é cinza. O mundo que eu vejo é decadente. O céu é escuro, mesmo por trás de eu lindo azul e um sol escaldante. É cinza. A cor que eu vejo é cinza.
As contruções são ruínas. Os grandes prédios que outrora recebiam milhoes de pessoas por dia, estão em ruínas. As ruas estão sujas. A noite parece ser eterna. O nascer de um novo dia, chega como salvação. Alivio para os corações deseperados. O medo de nao haver um próximo dia nos enlouquece. Nos persegue.
Nós, humanos, estamos a mercê dos monstros. Na mira da besta. Somos frágeis mas mãos dos vampiros. Como os animais um dia foram nas nossas mãos. Acho que estamos apenas recebendo o castigo de Deus por um dia termos dominado, torturado outros seres-vivos.
No grande auge da humanidade nós matávamos apenas por prazer. A grande era do hedonismo. Tudo pelo proprio prazer, por poder e dinheiro.
Do caçador viramos caça. Encontramos nossos próprios monstros hedonistas. Os nosso dias de glória se foram. E eu não sei se estou feliz ou triste por isso. Eu confesso que nunca gostei da forma escrota do homem pensar. Irracional. Acho que na verdade meu desejo foi sempre encontrar com um monstro desses e ser levada para a noite perpétua. Sempre desejei ser levada. Deve ser por isso que todas as noites lá estou eu. Passando por ruas desertas sentindo o vento frio congelando o meu rosto. Sempre a procura do meu salvador


[To be continued...]

domingo, 25 de janeiro de 2009

As forças me faltam quando eu mais preciso. Minha mãos tremem, meus olhos doem, o coração dispara e desascelera. Parece que a qualquer instante ele pode parar. Eu sinto medo. Eu sinto medo por tentar imaginar o futuro e ver uma sombra nos meus olhos. E tantas dúvidas que tomam conta de mim. A vida é cruel. Eu me sinto tão suja por viver nesse mundo desgraçado...
As pessoas são tão cretinas, o ser humano é podre. E eu também sou. Tenho todos os defeitos sujos de qualquer ser humano.
Que merda! Eu fantasio tudo! Até a morte das pessoas que amo! Devo ser maluca por ficar imaginando a morte das pessoas. Eu sou louca! Acho que é toda a minha necessidade de ser louca como eu devia ter sido antes. Ser tão errada quanto eu deveria ter sido quanto criança. Eu devia ter rido, chorado, brincado, gritado, conversado, ido a parques, sido crinaça. E não fui. Desde as minhas mais remotas lembranças eu só me lembro de coisas que me parecem malucas, mas será que são? Será que sou a única a cometer loucuras? Acho que não! Todos são loucos. O mundo é insano. E eu sou normal no meio de todos. Sou só uma garotinha banal e vulgar com todas as outras. Não tenho nada de diferente.
Grito engasgado. Grito entalado. Choro preso. Vontade de rasgar minha pele. Vontade de morrer. Sumir dessa desgraça chamada mundo, que não merece nem Deus e nem a religião que eles mesmos inventaram.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

talvez seja mais facil se entregar...


É estranho pensar em como os sentimentos das pessoas que vivem comigo me afetam. As dores, as alegrias, me contagiam. É estranho perceber como o sofrimento de alguém proximo pode se tornar o meu sofrimento, como se eu estivesse no corpo daquela pessoa, ou pudesse ver a alma dela e sofrer com isso. Eu não sei até quando isso vai durar, mas eu sei que dói. Muito. Ás vezes eu gostaria de ser um pouquinho mais esgoíta e me preocupar mais com a minha felicidade e menos com a dor alheia... Eu acho que deixo muito de viver sofrendo pelas pessoas e acabo perdendo tudo, porque nem reconhecimento eu consigo... O mundo é um lugar cruel, e eu não pedi para estar nele, eu queria, ao invéz de tentar tornar a realidade dos outros dolorosa para mim, poder fazer o melhor que eu posso com a minha propria vida. Poder dar o melhor de mim para fazer o melhor com o que me foi dado, mas parece que estou fadada a carregar pedras. As minhas e a dos que amo.